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Judiciário discute soluções para a prevenção e tratamento da dependência química

Judiciário discute soluções para a prevenção e tratamento da dependência química
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Por: REDAÇÃO
A busca por soluções de prevenção e tratamento da dependência química foram os motes da reunião promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, com mais de 25 representantes de instituições e poderes públicos do Estado. Os convidados debateram sobre o tema por mais de 4 horas e promoveram uma agenda para encontrar caminhos na mitigação do problema. O debate foi realizado na sala de reuniões da presidência do Judiciário mato-grossense, na última quarta-feira (23 de outubro).
O encontro contou com as presenças dos desembargadores Mário Kono e Marcos Machado e foi enriquecida com histórias comoventes como a do motorista, Adilson Dias Santos, pai que luta há 16 anos para tirar o filho do mundo das drogas. “Dei a melhor educação que pude, me esforcei, dei tudo de mim e infelizmente estou nessa luta para tirar meu filho desse mundo há muito tempo. Nós precisamos de iniciativas como essa do Judiciário, porque a dependência química vem crescendo no nosso país e as políticas públicas não estão conseguindo abarcar esse problema que atinge a todos nós”, narrou.
E também a presença e história de vida do palestrante, Tadeu Bezerra, que ficou paraplégico, após ser atingido por um tiro na coluna. “Eu passei por isso, estive viciado por anos e acabei por ser baleado e ficando paraplégico. Sem dúvida uma reunião ampliada como essa é importante para podermos discutir um tema tão complexo. Hoje estou numa cadeiras de rodas devido o uso de drogas. Sei bem o que significa estar imerso nesse mundo. Esse é um pontapé inicial, para que pessoas que adentraram nessa situação e não tem a quem recorrer, possa ter um fio de esperança”, comentou.
Para o tenente coronel, Darwin Salgado, a parceria é imprescindível para que o Poder Público consiga abarcar um problema complexo como a dependência química. “O fortalecimento dessa atividade é primordial para reduzir que as crianças e adolescentes ingressarem no mundo das drogas. As parcerias com o Judiciário, com o Ministério Público, a iniciativa privada é importante para conseguirmos recursos necessários para colocar projetos em prática”, salientou.
Já o presidente da Confederação das Comunidades Terapêuticas do Centro-Oeste, Alonso Alcântara, lembrou que é preciso um acolhimento adequando para essas pessoas que estão envolvidas com as drogas e uso de álcool. “O dependente precisa ter um porto seguro, onde ficar, pessoas que lhe apoiem e esse é o papel das comunidades terapêuticas. Nós estamos aqui para compor, ajudar, somar e encontrar soluções para essa problemática. O Poder Judiciário está fazendo um papel digno de elogio”, acrescentou.
Mário Kono atuou muitos anos no Juizado Especial Criminal de Cuiabá (Jecrim), um dos pioneiros na implementação da Justiça Terapêutica em Mato Grosso, defende a internação involuntária, amparado pela nova Lei 13.840/2019 (que modifica 12 normativas da Lei Antidrogas). Marcos Machado que é coordenador da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) também já realiza um trabalho para a recuperação de dependentes químicos em conflito com a lei.
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